
“Todo homem é uma ilha,
Se não sais de ti, não chegas a saber...”
José Saramago, em O conto da ilha desconhecida
Assisti esse filme devido a uma iniciativa da indústria farmacêutica Libbs, que resolveu fazer uma coletânea de filmes denominado “Cinema e Psiquiatria” e distribuiu para médicos. Sendo filha de dois, explicado meu acesso.
Mais um filme hollywoodiano que gostei. Uma adaptação agridoce do livro de Nick Hornby. É a história de um homem moleque de 38 anos, interpretado pelo Hugh Grant (Will) e um garoto de 12 anos Nicholas Hoult (Marcus). Os dois se identificam por se sentirem isolados. Will por ser um homem superficial e solitário, que vive de herança e nada faz, ele tem consciência do próprio isolamento, que considera inerente à modernidade, e não um sintoma de solidão. Já o garoto Marcus percebe sua diferença em relação à maioria das crianças da escola e não reage ao bullying diário, além de aturar alterações de humor da mãe ou sua passagem no hospital após tentativa de suicídio.
A mãe Toni Collete (Fiona) expressa meu mal estar com todos os elementos mais prosaicos da cultura pop, que habitualmente questionariam um diagnóstico de depressão: é uma naturalista radical, ativista feminista convicta e veste-se como uma hippie que não viu o tempo passar. Quanto a Fiona, fica nítido que o sofrimento gerado pelo quadro depressivo, a constatação dos limites da psicopatologia é mostrada em toda a sua grandeza, não só do ponto de vista do paciente, mas pelas pessoas que estão ao seu redor.
A parte bonita do filme é o enlace entre os personagens e sua conclusão, o cenário de um embate inevitável e a resolução por meio de uma nova convivência baseada no reconhecimento dos potencias e dos limites do próximo. Na vontade de estarem juntos numa busca (humana e eterna) de felicidade. Felicidade aqui entendida como possibilidade de adaptação às circunstâncias da existência.
Se não sais de ti, não chegas a saber...”
José Saramago, em O conto da ilha desconhecida
Assisti esse filme devido a uma iniciativa da indústria farmacêutica Libbs, que resolveu fazer uma coletânea de filmes denominado “Cinema e Psiquiatria” e distribuiu para médicos. Sendo filha de dois, explicado meu acesso.
Mais um filme hollywoodiano que gostei. Uma adaptação agridoce do livro de Nick Hornby. É a história de um homem moleque de 38 anos, interpretado pelo Hugh Grant (Will) e um garoto de 12 anos Nicholas Hoult (Marcus). Os dois se identificam por se sentirem isolados. Will por ser um homem superficial e solitário, que vive de herança e nada faz, ele tem consciência do próprio isolamento, que considera inerente à modernidade, e não um sintoma de solidão. Já o garoto Marcus percebe sua diferença em relação à maioria das crianças da escola e não reage ao bullying diário, além de aturar alterações de humor da mãe ou sua passagem no hospital após tentativa de suicídio.
A mãe Toni Collete (Fiona) expressa meu mal estar com todos os elementos mais prosaicos da cultura pop, que habitualmente questionariam um diagnóstico de depressão: é uma naturalista radical, ativista feminista convicta e veste-se como uma hippie que não viu o tempo passar. Quanto a Fiona, fica nítido que o sofrimento gerado pelo quadro depressivo, a constatação dos limites da psicopatologia é mostrada em toda a sua grandeza, não só do ponto de vista do paciente, mas pelas pessoas que estão ao seu redor.
A parte bonita do filme é o enlace entre os personagens e sua conclusão, o cenário de um embate inevitável e a resolução por meio de uma nova convivência baseada no reconhecimento dos potencias e dos limites do próximo. Na vontade de estarem juntos numa busca (humana e eterna) de felicidade. Felicidade aqui entendida como possibilidade de adaptação às circunstâncias da existência.
