Apesar de ter assistido o filme “Duas vidas” no canal da Disney, este ter como protagonista o ator Bruce Willis, recomendo esse filme para quem gosta de refletir sobre a própria vida. É uma lição de psicoterapia, abstraindo algumas “magias” típicas de onde foi produzido, é um ótimo filme.
Um homem prestes a fazer quarenta anos de idade, teoricamente muito bem sucedido, riquíssimo e “consultor de imagem” (orienta as pessoas a como vender a própria imagem, serem mais comerciáveis) encontra-se com ele mesmo aos oito anos.
De início ele acha que seu eu mais novo veio do passado para que ele pudesse ajudá-lo, orientar o menino gordinho e excluído na escola a ter uma vida mais “fácil”. No entanto ele descobre que esse encontro acontece é para que seu eu atual reveja seu conceito de sucesso, que a imagem externa não tenha tanta importância e sim o que está dentro dele (que aos 40, percebe que não tem é nada).
O Rusty aos quarenta conversa com uma estranha que havia conhecido num avião, e essa é uma das passagens que mais gostei do filme. Ela o questiona “O que você realmente construiu até agora? Quantas pessoas conseguem ser o que sonhavam na infância, como um astronauta ou uma bailarina? Na vida não realizamos só sonhos, fazemos dela o que conseguimos à medida que ela acontece, mas nunca devemos negar ou esquecer-se do que já fomos e o que já almejamos.”
Enfim, eu gostei, não sei se sou eu que estou passando por uma crise de um quarto de século e um ano frente à eminência do meu aniversário ou se outras pessoas também veriam esse filme com olhar menos preconceituoso por ser feito onde foi.
E a passagem final, que não vou contar em detalhes para quem se interessar alugar o filme, ele grita com todas as forças “Não sou um fracasso!”
Personagem real, espaço para cinema e qualquer outro assunto que me passar na cabeça. Esperando não ter heterônimos tão cedo...
domingo, 21 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
Votos natalinos
A nova rotina não me permite que eu escreva como antes. Os poucos momentos de descanso ainda estou aproveitando para dormir e não estimular minha mente, o que vai passar quando me acostumar com a bendita rotina. Até digitar está difícil, as palavras não saem com facilidade antes vista.
Logo inicia a semana de Natal, data destorcida como todas pelo dinheiro. A falta de capacidade humana para olhar o próximo como uma extensão de si mesmo é amenizada comprando presentes. Partilha-se bens para tapar o vazio daquilo que o dinheiro não pode comprar. Isso que representa o Natal para mim, a constatação da podridão da sociedade pós moderna.
Mas “é a vida”, espero que as pessoas se esforcem para abrir seus corações, leiam mais, não se deixem abater pelo cansaço do mundo corporativo deslumbrante. Talvez seja esperar demais, no entanto, enquanto houver vida há esperança. E paradoxalmente essas últimas semanas do ano me fazem acreditar que a mudança é possível.
Feliz Natal a todos!
Logo inicia a semana de Natal, data destorcida como todas pelo dinheiro. A falta de capacidade humana para olhar o próximo como uma extensão de si mesmo é amenizada comprando presentes. Partilha-se bens para tapar o vazio daquilo que o dinheiro não pode comprar. Isso que representa o Natal para mim, a constatação da podridão da sociedade pós moderna.
Mas “é a vida”, espero que as pessoas se esforcem para abrir seus corações, leiam mais, não se deixem abater pelo cansaço do mundo corporativo deslumbrante. Talvez seja esperar demais, no entanto, enquanto houver vida há esperança. E paradoxalmente essas últimas semanas do ano me fazem acreditar que a mudança é possível.
Feliz Natal a todos!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Citações #3
"Quando o mercado tem uma diarréia, quem é chamado? O Estado."
Luiz Inácio Lula da Silva
Comentando o socorro que os governos de vários países deram a instituições financeiras.
Luiz Inácio Lula da Silva
Comentando o socorro que os governos de vários países deram a instituições financeiras.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Brasileirão: ame ou odeie-o
É com todo meu coração que anualmente eu prometo ser mais tolerante, me livrar dos ódios, ranço de preconceito ou qualquer puritanismo hipócrita. Mas tem dias, como hoje que fica impossível tentar ser uma “pessoa melhor”, tolerante a essa chatice de futebol.
Dia 7 de dezembro, estava iludida em ter uma sensação de alívio com o fim desse martírio que é o Campeonato Brasileiro, alívio é o que eu estou menos tendo. Definitivamente vou começar a torcer por times cariocas, ou nordestinos, qualquer um que comemore bem longe da Av. Paulista.
Já tentei assistir milhares de vezes jogos de futebol, concordo que há uma estratégia no jogo, que prende a atenção, mas de quem possui algum tipo de paciência que eu não tenho. Não vejo “mágica” nenhuma, aliás, por que as pessoas não se estipulam uma meta de ver um filme toda quarta e domingo do ano? Ou então ler cinqüenta páginas de um livro nesses dias? Daí sim o Brasil seria uma nação melhor.
Graças a Deus o bendito Corinthians saiu da segunda divisão, e não escrevo isso por ter simpatia com seus torcedores ou histórico do time; o faço porque além das quartas e domingos, as terças e sábados eram tomadas pela programação do futebol da segunda divisão.
Gostar de futebol parece uma ditadura para os brasileiros, toda vez que respondo para alguém que não torço por time algum, fazem-me sentir como um ET (talvez eu seja mesmo). Aliás, o título é uma paródia mal feita da campanha do Brasil na época da ditadura “Brasil: ame ou deixe-o”.
O que acrescenta nas pessoas assistir a esse campeonato o ano todo? Brincadeiras ridículas no trabalho? Assunto para quem não tem o que falar por falta de leitura?
Talvez seja o vazio das pessoas que precisam desesperadamente se “enquadrar” em algum time, tribo, religião, qualquer coisa para não se sentirem sós. E o governo aplaude, típica política do “pão e circo” mesmo.
É, nesse blog só tem textos ácidos e críticos mesmo. Ame ou odeie-o também ! Agora quero ver quem ia gostar de ouvir buzinas, gritos e sirenes de polícia incessantes da janela da sua casa desde as sete da noite, até sabe lá quando. Minha revolta está explicada. Vão comemorar no quinto dos infernos !
Dia 7 de dezembro, estava iludida em ter uma sensação de alívio com o fim desse martírio que é o Campeonato Brasileiro, alívio é o que eu estou menos tendo. Definitivamente vou começar a torcer por times cariocas, ou nordestinos, qualquer um que comemore bem longe da Av. Paulista.
Já tentei assistir milhares de vezes jogos de futebol, concordo que há uma estratégia no jogo, que prende a atenção, mas de quem possui algum tipo de paciência que eu não tenho. Não vejo “mágica” nenhuma, aliás, por que as pessoas não se estipulam uma meta de ver um filme toda quarta e domingo do ano? Ou então ler cinqüenta páginas de um livro nesses dias? Daí sim o Brasil seria uma nação melhor.
Graças a Deus o bendito Corinthians saiu da segunda divisão, e não escrevo isso por ter simpatia com seus torcedores ou histórico do time; o faço porque além das quartas e domingos, as terças e sábados eram tomadas pela programação do futebol da segunda divisão.
Gostar de futebol parece uma ditadura para os brasileiros, toda vez que respondo para alguém que não torço por time algum, fazem-me sentir como um ET (talvez eu seja mesmo). Aliás, o título é uma paródia mal feita da campanha do Brasil na época da ditadura “Brasil: ame ou deixe-o”.
O que acrescenta nas pessoas assistir a esse campeonato o ano todo? Brincadeiras ridículas no trabalho? Assunto para quem não tem o que falar por falta de leitura?
Talvez seja o vazio das pessoas que precisam desesperadamente se “enquadrar” em algum time, tribo, religião, qualquer coisa para não se sentirem sós. E o governo aplaude, típica política do “pão e circo” mesmo.
É, nesse blog só tem textos ácidos e críticos mesmo. Ame ou odeie-o também ! Agora quero ver quem ia gostar de ouvir buzinas, gritos e sirenes de polícia incessantes da janela da sua casa desde as sete da noite, até sabe lá quando. Minha revolta está explicada. Vão comemorar no quinto dos infernos !
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Citações # 2
"A modéstia é para o mérito o que as sombras são para um quadro. Dão-lhe forma e relevo." (Jean de La Bruyère)
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