Apesar de ter assistido o filme “Duas vidas” no canal da Disney, este ter como protagonista o ator Bruce Willis, recomendo esse filme para quem gosta de refletir sobre a própria vida. É uma lição de psicoterapia, abstraindo algumas “magias” típicas de onde foi produzido, é um ótimo filme.
Um homem prestes a fazer quarenta anos de idade, teoricamente muito bem sucedido, riquíssimo e “consultor de imagem” (orienta as pessoas a como vender a própria imagem, serem mais comerciáveis) encontra-se com ele mesmo aos oito anos.
De início ele acha que seu eu mais novo veio do passado para que ele pudesse ajudá-lo, orientar o menino gordinho e excluído na escola a ter uma vida mais “fácil”. No entanto ele descobre que esse encontro acontece é para que seu eu atual reveja seu conceito de sucesso, que a imagem externa não tenha tanta importância e sim o que está dentro dele (que aos 40, percebe que não tem é nada).
O Rusty aos quarenta conversa com uma estranha que havia conhecido num avião, e essa é uma das passagens que mais gostei do filme. Ela o questiona “O que você realmente construiu até agora? Quantas pessoas conseguem ser o que sonhavam na infância, como um astronauta ou uma bailarina? Na vida não realizamos só sonhos, fazemos dela o que conseguimos à medida que ela acontece, mas nunca devemos negar ou esquecer-se do que já fomos e o que já almejamos.”
Enfim, eu gostei, não sei se sou eu que estou passando por uma crise de um quarto de século e um ano frente à eminência do meu aniversário ou se outras pessoas também veriam esse filme com olhar menos preconceituoso por ser feito onde foi.
E a passagem final, que não vou contar em detalhes para quem se interessar alugar o filme, ele grita com todas as forças “Não sou um fracasso!”
2 comentários:
Tudo bem, algumas produções comerciais se salvam. Amanhã entra um texto no mesmo sentido hehe.
Reza a lenda que toda a produção Holywoodiana tem uma moral de historia no fim. Neste caso a msg e muito boa, o filme e bem legal, a fotografia e os atores idem.
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