sábado, 14 de fevereiro de 2009

Carmenzita - Bárbara Spigolon Loureiro

Como assumo no meu próprio perfil, escrever não é meu dom. A postagem de hoje é um texto da poeta da família, minha irmã Bárbara, o texto foi escrito para nosso pai em homenagem ao falecimento de nossa tia Carmen Sílvia.


"Carmenzita, a doce estrela

Era uma vez uma estrela, seu nome Carmenzita.

Carmenzita nasceu frágil e com um brilho diferente das demais estrelas do céu, talvez até imperceptível aos olhos de todos, mas guardava dentro si algo de muito bonito: vontade de brilhar sem precisar ser igual aos outros.

Viveu tentando brilhar, mas não à maneira que todas as estrelas pretendiam. Era um brilho próprio que a fazia diferente e desprotegida ao olhar alheio, mas vibrante e forte perante a vida na constelação.

O tempo foi passando e Carmenzita adoeceu, não brilhou o suficiente como a sua sociedade cósmica mandou. Porém a pequena estrela, até seus últimos dias, não desistiu do seu brilho que poucos conseguiam admirar e resistiu bravamente até seu último suspiro.

Hoje, segundo meu sonho me contou, Carmenzita é tão grande que chega ser a dona do céu. Durante a noite, brilha tanto que deixa os casais apaixonados, as estrelas cheias de inveja, o cosmos iluminado e cientistas de boca aberta, seria a estrela mais bonita comprovadamente.

Ninguém entende como uma estrela pode brilhar tanto, como ninguém entendia porque alguém tão sofrido queria tanto viver. Talvez não tenha explicação, quem sabe sejam os nossos valores que não nos permitem ver a felicidade diferente do conceito da mesma que temos enraizados.

Só sei que Carmenzita brilha, brilha, brilha e brilha e brilha e hoje é dona do céu e está muito, muito ,mas muito feliz.

Que Deus a abençoe!"

3 comentários:

Tiago Moralles disse...

Amém.

Anônimo disse...

Perfeito...

E que descanse em paz!

Unknown disse...

Faz um tempinho que nao apareço pq torrei a placa mae do PC. E muito bom ver que a veia da minha poeta esta voltando a pulsar.