
Depois de tanta martelação da mídia, sinto-me capaz de escrever uma biografia completa do Michael Jackson. Desde o início de sua carreira aos cinco anos com os Jackons Five, a explosão do seu sucesso em 1982 com o disco Thriller, a decadência na década de 90, quando veio ao Brasil gravar um clipe junto com o Olodum no Pelourinho. Apesar de adorar biografia, confesso que nunca fui fã do MJ, suas músicas, sua revolução nos clipes dirigidos até pelo Spike Lee, sua dança comentada até pela Zélia Duncan, portanto, quanto a sua obra, nada posso comentar. Acredito que para a cultura pop foi sim um gênio. Mas como todo bom gênio, prefiro escrever da sua parte obscura, sua loucura, negação de si mesmo, o desejo de nunca se tornar adulto.
Não precisa ser psiquiatra para saber que quem tem a Síndrome de Peter Pan faz a opção pela infantilidade infinita. Alguém que tem um rancho com o nome de “Neverland” nem precisa de especialista para constatar o diagnóstico. Esta síndrome caracteriza-se por determinados comportamentos, imaturos em aspectos comportamentais, psicológicos, sexuais ou sociais. Rasgos de irresponsabilidade, rebeldia, cólera, narcisismo, dependência, negação ao envelhecimento. Precisa de mais alguma definição para constatar o óbvio?
Então MJ era pedófilo ou sofria de infatilismo? Segundo ele, gostava de viver ao redor de crianças por ter tido uma infância muito dura, ter iniciado uma carreira com poucos anos de idade. Além de ter “perdido” a infância, a dele foi marcada por xingamentos dos pais. Nossos pais são nossa base, se ela é mal estruturada acabamos sim sendo um espelho disso. Xingando ou não, o pai estava do lado, apoiou a carreira dele e provavelmente fez o que conseguiu.
O infantilismo não pode ser confundido com pedofilia. O primeiro não envolve sexo com crianças e sim o desejo de ser uma. Os infantilistas têm prazer em sentir-se como bebês, desprotegidos e frágeis, usam fraldas, chupetas e afins. Até onde eu saiba essas vestimentas ele não usava (em público), mas ter um parque de diversões em um rancho já é um bom indício.
Outra tristeza é não aceitar a própria aparência, tanto por negar a idade, como não ver beleza em si mesmo. Alguns tentam explicar as milhares de plásticas por um incidente de um comercial da Pepsi, onde MJ teve parte do couro cabeludo queimado. Não acredito ser só isso, a transformação que o levou a parecer um alienígena foi excessiva. O vitiligo não provoca mudança de cor e sim manchas (até gigantes) despigmentadas, mas nunca uniforme (outro mistério do alien). Daí é aceitável a comunidade negra (ou parte mínima dela) não aceitá-lo por ele ter negado a própria origem para ser melhor aceito na sociedade.
Como alguém que conhece a própria loucura optou por reprodução in vitro (provavelmente nunca teve interesse sexual por mulheres adultas), e não criou seus filhos, afinal, ele mesmo tinha noção que não seria uma boa influência e, como toda boa criança, fugiu da responsabilidade de tentar ser o pai que nunca teve.
Pedófilo, infantilista ou transformista? Ou será todas as opções? Realmente não sei. O que acredito, como Gil Vicente definiu bem na sua obra “O auto da barca do inferno” os loucos vão para o céu. E quando MJ chegou lá a primeira pergunta dele foi “Onde está o menino Jesus?”. Comentário sádico, mas não pude evitar. Que descanse em paz, e que a mídia respeite nossa paciência e mude de assunto logo.
Não precisa ser psiquiatra para saber que quem tem a Síndrome de Peter Pan faz a opção pela infantilidade infinita. Alguém que tem um rancho com o nome de “Neverland” nem precisa de especialista para constatar o diagnóstico. Esta síndrome caracteriza-se por determinados comportamentos, imaturos em aspectos comportamentais, psicológicos, sexuais ou sociais. Rasgos de irresponsabilidade, rebeldia, cólera, narcisismo, dependência, negação ao envelhecimento. Precisa de mais alguma definição para constatar o óbvio?
Então MJ era pedófilo ou sofria de infatilismo? Segundo ele, gostava de viver ao redor de crianças por ter tido uma infância muito dura, ter iniciado uma carreira com poucos anos de idade. Além de ter “perdido” a infância, a dele foi marcada por xingamentos dos pais. Nossos pais são nossa base, se ela é mal estruturada acabamos sim sendo um espelho disso. Xingando ou não, o pai estava do lado, apoiou a carreira dele e provavelmente fez o que conseguiu.
O infantilismo não pode ser confundido com pedofilia. O primeiro não envolve sexo com crianças e sim o desejo de ser uma. Os infantilistas têm prazer em sentir-se como bebês, desprotegidos e frágeis, usam fraldas, chupetas e afins. Até onde eu saiba essas vestimentas ele não usava (em público), mas ter um parque de diversões em um rancho já é um bom indício.
Outra tristeza é não aceitar a própria aparência, tanto por negar a idade, como não ver beleza em si mesmo. Alguns tentam explicar as milhares de plásticas por um incidente de um comercial da Pepsi, onde MJ teve parte do couro cabeludo queimado. Não acredito ser só isso, a transformação que o levou a parecer um alienígena foi excessiva. O vitiligo não provoca mudança de cor e sim manchas (até gigantes) despigmentadas, mas nunca uniforme (outro mistério do alien). Daí é aceitável a comunidade negra (ou parte mínima dela) não aceitá-lo por ele ter negado a própria origem para ser melhor aceito na sociedade.
Como alguém que conhece a própria loucura optou por reprodução in vitro (provavelmente nunca teve interesse sexual por mulheres adultas), e não criou seus filhos, afinal, ele mesmo tinha noção que não seria uma boa influência e, como toda boa criança, fugiu da responsabilidade de tentar ser o pai que nunca teve.
Pedófilo, infantilista ou transformista? Ou será todas as opções? Realmente não sei. O que acredito, como Gil Vicente definiu bem na sua obra “O auto da barca do inferno” os loucos vão para o céu. E quando MJ chegou lá a primeira pergunta dele foi “Onde está o menino Jesus?”. Comentário sádico, mas não pude evitar. Que descanse em paz, e que a mídia respeite nossa paciência e mude de assunto logo.
4 comentários:
Texto magnífico! Finalmente alguém que escreve verdades, dentre elas, a indagação de como alguém que tem um rancho denominado Neverland não teria a síndrome de Peter Pan?
E como idolatrar uma pessoa - que é o que a mídia faz agora, pós-morte de um artista que estava esquecido - que coloca o próprio filho recém-nascido p/ fora de uma janela e balança-o? Que nega a própria raça?
Realmente, ainda não apurada a causa mortis (suspeitam que tenha comido um menininho envenenado... Tb não pude aguentar!!!), fica a pergunta: como classificá-lo?
Como li recentemente "nós matamos Michael Jackson", eu acho que isso já é assunto gasto e foi colocado por você em "e que a mídia respeite nossa paciência e mude de assunto logo."
Amém.
Má, ele engasgou com um pé de moleque...rs..
Enfim, outro mistério, pq até no Brasil exame toxicológico leva menos de uma semana. Foi overdose lógico, lamento, deve ter sido dolorida a vida dele, vou parar de fazer piadinhas mórbidas.
Como escutei esses dias em uma radio e não lembro quem disse(estava dirigindo) Michael teve um fim proximo de James Brown, com infacia pobre e sofrida; depois veio o estouro nas paradas musicais e se perde por influencia da midia prejudicando sua vida pessoal. Deixa uma otima obra e disputas por herança. E só ver que os discos e tudo com o nome de MJ esta vendendo como agua.
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