quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Amor



Amor, filme de Michael Haneke conhecido também pelos filmes Fita Branca e A professora de piano (o meu preferido). Esta produção de 2012 ganhou a palma de ouro em Cannes e concorre como melhor filme estrangeiro ao Oscar (entre outras indicações).

Uma obra dolorida, que mostra a degradação de Anne (Emmanuelle Riva) e o cuidado de seu zeloso marido Georges (Jean-Louis Trintignant). Ambos compartilharam a vida, a profissão de pianistas e o gosto intelectualizado. Franceses idosos que moram em um grande apartamento, igualmente antigo, escuro, vazio e com certo tom de cinza esverdeado. O vazio eventualmente é habitado pela presença de uma pomba, talvez um símbolo de companhia para George, ou esperança, não sei ao certo.

O filme se inicia com o inevitável, o corpo de Anne em trajes de luto, envolta de flores. Já é sabido o fim, então se volta ao começo. É mostrada a vida relativamente ativa do casal, sua cumplicidade e principalmente a quase ausência da filha interpretada pela Isabelle Huppert.

A interpretação de Emmanuelle Riva é absolutamente impecável, sua transformação de uma idosa saudável que aos poucos perde parte dos movimentos, depois a consciência e por fim murmura palavras sem sentido como “dói”.

Excelente interpretação também de Jean-Louis Trintignant, que apesar da idade avançada e limitações físicas claras, insiste em cuidar inicialmente sozinho e depois com uma insuficiente ajuda de uma enfermeira. A sua dedicação é muito bonita, porém altamente questionável.

São duas horas de sofrimento, várias cenas paradas, como um tempo de espera frente ao fim da vida. Sempre sou spoiler, mas dessa vez não serei. Não considerei assim tão chocante o que era para chocar, não me tocou tanto assim.

Com certeza é um filme bem feito, bem pensado, fotografia e escolha de cores que casam perfeitamente com a história. Mas é um tema batido, pessoalmente me tocou pois nasci e cresci na casa da minha avó e lidar com a vida se esvaindo aos poucos me é bem familiar.

Tentando ver algo de positivo, talvez a idéia de mostrar um casal que passa a vida toda juntos, com tanta cumplicidade seja uma Ode ao Amor, situação infelizmente um tanto rara nos dias de hoje.

Enfim, vale a pena assistir, mas ainda prefiro A professora de piano.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O lado bom da vida


Todos os anos, quando é publicada a lista dos filmes indicados ao Oscar, ainda insisto em tentar assisti-los, principalmente os com maior quantidade de possíveis premiações. E foi assim que acabei assistindo essa produção norte-americana.

Li algumas críticas, tentei realmente entender o que fez esse filme chamar tanta atenção de pessoas que considero a opinião. Até no Reserva Cultural está passando, mas fiquei sem entender.

Para mim foi a mesma sensação do filme Juno, aquele estilo indie independente com um orçamento não tão alto. Tanto Juno como O lado bom da vida entram em temas duros, difíceis de se abordar, mas que de alguma forma me irritaram por uma realidade forçadamente fácil demais frente às histórias dramáticas que abordaram.

Pat Solitano (Bradley Cooper) é um ex-professor substituto de história que foi internado em um hospital psiquiátrico após de um surto de agressividade. Ele quase mata o amante da sua então esposa ao encontra-los o traindo, sob a trilha sonora de seu casamento. Vale ressaltar que esse “brilhante” ator fez filmes “magistrais” como Se beber não case ou algum outro do mesmo nível que não valem nem baixar de graça.

Acho importantíssimo quando se aborda um tema, que se tenha conhecimento sobre o mesmo. O que não parece ser o caso do diretor, roteirista e até do ser que escreveu o livro no qual o filme é baseado. É de um total desrespeito a qualquer bipolar classificar Pat nesta categoria. Bipolares não necessariamente são agressivos e surtam, e não é característica da bipolaridade ter alucinações auditivas, isto ocorre com os psicóticos graves.

Quanto a Tiffany (Jennifer Lawrence), “queridinha da América”, que para mim mais me parece a versão caucasiana da Morena de Salve Jorge, fiquei realmente surpresa ao ler que ninfomania não é um tema batido. Ou então que esse estilinho hipster de lidar com a sexualidade não seja um clichê. Não existe nada mais clichê do que tratar como doença mental mulher que gosta de sexo (além de antiquado e preconceituoso), descrições do que alguém gosta de fazer, onde está a novidade deste filme ?

Mais mágico ainda é um psicótico e uma ninfomaníaca se tornarem amigos! E sem sexo, se “curam” através da dança. Não sei, talvez o autor da história siga a linha da Cientologia do Tom Cruise, que acredita que pessoas que tentam suicídio, sejam psicóticos e por aí vai, possam vivem bem sem remédios psiquiátricos, somente pensando a vida de uma forma positiva, e fazendo muito exercício. Haja exercício !!

Uma passagem válida: Pat e Tiffany ao tirarem a nota 5 no concurso de dança celebram como sendo uma grande conquista, enquanto os outros participantes tentam consolá-los. Afinal, tudo é relativo na vida, um 5 para alguns é tão valioso como um 10, afinal, existem pessoas que vão viver a vida na margem da média, e lá estar já é uma grande conquista.

Para finalizar, não precisa ter mãe psiquiatra para saber que alguém que quase matou o amante da mulher, ao receber atenção novamente do ser amado, nunca sairia correndo para ficar com outra pessoa. Em qual realidade paralela alguém pode acreditar que isso aconteceria ?

Muito fantástico, muito bobo e mal feito. Trata doenças psiquiátricas graves como algo simples, que se resolve com uma corridinha. Tão babaca como o Juno, que lida com a gravidez e dar o filho para adoção na adolescência como se fosse a coisa mais natural do mundo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A fonte das mulheres


Este é o mais novo filme do romeno Radu Mihaileanu, entre seus trabalhos mais conhecidos estão “O trem da vida” e “O concerto”. Nesta empreitada, o diretor conta uma fábula sobre a situação da mulher inserida no Islã.

O vilarejo não fica exatamente em nenhum lugar real, até para denotar o tom mágico desta obra. A seca assola, não há eletricidade, água encanada e todos seguem rigidamente o Alcorão, ou pelo menos a interpretação dele que mais lhes convém, a misógina.

Os homens que são os que “protegem” as mulheres em um tempo onde não há nada para ser protegido, enquanto estas têm o trabalho árduo de buscar água em uma colina distante e rochosa, percurso que fez várias delas perderem em seus ventres novos rebentos.

Leila então, revolucionária e uma das poucas mulheres letradas, dá início ao movimento “greve de amor”, ou melhor, sexo, porque a grande parte dos casamentos ali mostrados não foi concebida por amor e sim interesses familiares.

Não entrarei em detalhes da história do filme, digo que a fotografia é linda, o colorido, a forma como é mostrado um outro mundo, tão perto e tão distante de nós.

Acredito que foi providencial ter assistido a este filme no dia de Natal, afinal, assim como o Alcorão, a Bíblia é um livro de filosofia e a entendemos da forma que quisermos, que nos for mais favorável.

Não suporto a misoginia, não suporto o atraso do Islamismo, mesmo assim, ainda que mágica, é uma bonita história de como podemos tentar mudar o mundo, ou pelo menos sonharmos com uma mudança.

sábado, 15 de dezembro de 2012

ACORDES !!!


Peça dirigida e encenada por José Celso Martinez, levemente baseada em um texto de Bertold Bretch, escrito em 1929. Este texto foi uma reação do autor, que escrevera “Vôo Sobre o Oceano”, cerca de um ano antes, em homenagem ao piloto Charles Linderbergh, o primeiro a cruzar o Atlântico sozinho. Quando o aviador filia-se ao partido nazista, Brecht escreve “Acordes”, em que um avião cai e quatro sobreviventes buscam a ajuda do Coro da Multidão, papel desempenhado pelo público, que decide ou não salvar os que restam do vôo.

Se fosse possível resumir minha experiência ao assistir a essa peça, seria com uma citação (sei que bem batida, mas neste caso se encaixa feito uma luva) de Georges Clemenceau: "Um homem que não seja um socialista aos 20 anos não tem coração. Um homem que ainda seja um socialista aos 40 não tem cabeça." Apesar das minhas opiniões ácidas abaixo, sugiro que assistam sim, pois existem situações que devemos passar na vida, mesmo que forem para ter base crítica.

Apesar de pagar taxa para ter garantia do ingresso, no Teatro Oficina a fila é a mesma de quem compra antecipadamente ou de quem compra na hora com um vinho Chapinha na mão. A ignorante aqui ao pensar em teatro, se vestiu apropriadamente, com um salto 10 para pisar no lixão que se formou da obra do teatro, em meio a outros expectadores vindos aparentemente da cracolânida, os quais fumavam incessantes baseados ao meu lado durante a peça.

Zé Celso Martinez indica participação da platéia. E assim começa o espetáculo. O início da aviação, e uma explosão que deixa todos com tosse. Santos Dumond se enforca ao perceber como sua invenção foi perversamente utilizada para jogar bombas em guerras mundiais.

E por aí vai, a intervenção do público é com a decisão de dizer Sim ou Não à continuidade da vida dos sobreviventes do vôo sobre o oceano de Charles Linderbergh.

São tantas referências jogadas, tanta crítica a sociedade atual que acho que vou acabar me perdendo nessa resenha ácida. Mas, me perder aqui é o mínimo frente a tanta desconexão com o mundo real e o imaginado por Zé Celso Martinez.

De início, há uma apologia às drogas, pessoalmente acredito na descriminalização para uso pessoal, porém se ainda é crime, respeitemos o próximo! Continuando o enredo, muita loucura, desconexão, incompreensão e nudez.

Vale ressaltar um momento em que o diretor pede para a platéia chamar os nomes dos mortos. A partir daí, chorei de tanto rir quando um dos maconheiros démodé gritou “Che Guevara”.

Outra passagem memorável é o boneco de Olinda sendo esquartejado à medida que pede ajuda aos seus “amigos”. Como economista, interpretei que tal passagem se deve à ajuda que os países em crise fazem ao FMI quando agonizam. Mas ao contrário de sentir pena, como a maioria dos expectadores, senti raiva. Um exemplo, a Grécia, onde estive há poucos meses.

Os gregos nada fazem o dia inteiro, param o comércio na hora do almoço para fazerem a famosa Ciesta e voltam à noite, quando voltam, afinal passaram a tarde dormindo cheios de Uzo. Dizem em alto e bom som que ao acordarem pensam em primeiro lugar como aproveitar a vida, e lá em sétimo lugar, em trabalhar. Ou seja, não são eles merecedores das intervenções do FMI? Com 20 anos eu diria que não, aos quase 30, eu digo que sim.

Acho que é válida e reflexão: você reclama do seu trabalho? Imagina se fosse um artista desta peça, nú, "germinando" a terra, ganhando quase nada, que futuro você teria ? Pois é, do nada o diretor diz "Toda violência vem da repressão sexual" e todos os atores ficam nús. Acho que a intenção é chocar, mas quem lá se choca com nudez em 2012 ?

Indico realmente a peça, formemos pessoas críticas, que concordem ou discordem da minha opinião, mas pensem, analisem. Como devemos agir frente a uma crise econômica mundial? Considerar-nos como coitados ou responsáveis pelos nossos atos?

Entre o amor e a paixão


Quando vi o trailer deste filme pensei que fosse algo leve, simples, descompromissado, para assistir em um sábado chuvoso. Não estava totalmente errada, mas dependendo do olhar do expectador, podem surgir interpretações bem mais densas ou então, como foi o meu caso, alguma identificação que torna o filme interessante.

Margot e Lou (vividos por Michelle Williams e Seth Rogen) são novos e casados há cinco anos. A relação de ambos é quase pueril, tendendo muito mais para um amor fraternal do que entre homem e mulher (muitas brincadeiras, até irritantes e quase ausência de sexo). Margot é uma escritora freelancer enquanto Lou escreve um livro sobre suas receitas de frango.

A partir daí já me chamou a atenção, por que só frango? Carne menos expressiva, que apesar dos temperos e diversidades de receita, continua sendo frango. Sempre que não conseguimos identificar o sabor de algo insosso pensamos “taste like chicken”. E essa é uma boa definição para a relação do jovem casal.

Margot então conhece Daniel (Luke Kirby), artista (desenhista) que estranhamente carrega as pessoas em um triciclo (não sei ao certo o nome deste meio de locomoção) para passear no lago. Daniel é intenso, artista, descreve com palavras o que gostaria de fazer Margot em um encontro nada adúltero, porém as palavras são magistrais.

O inevitável acontece e Margot sai de casa para morar com Daniel. Aí sim se inicia e continua (a princípio achei que não teria muito futuro) uma relação entre dois adultos heterossexuais, maduros. A nítida opção pela química não só intelectual mas também (e pelo visto principalmente) física.

Muito interessante é a passagem na qual Margot conversa com Daniel no avião de volta para casa, no início do filme. Ela alega que tem medo de conexões, uma metáfora para o medo de estar entre uma relação e outra, o que acaba ocorrendo, mas de certa forma, acaba dando certo como todo filme do circuito hollywoodiano.

Enfim, um bom filme, não ótimo, mas interessante de se ver, sem dar sono ou vontade de desligar.

sábado, 1 de dezembro de 2012

A humanização dos cachorros


Na sociedade atual, com toda impessoalidade, solidão e amores líquidos, é tão difícil se relacionar profundamente com outro ser humano que estamos cada vez mais humanizando nossos cachorros.

Confesso que no início da minha infância eu tinha pavor a cachorros. Um medo tremendo, os olhava com estranhamento, não entendia como alguém podia amar um ser que machucava, mordia, destruía pés de móveis quando filhotes.

Porém aos oito anos resolvi junto com minha irmã (que compartilhava esse pavor) acabar com o nosso medo e comprar um filhotinho. Enfrentando a opinião contrária da minha família matriarcal imposta pela minha avó e mãe, entramos com a Minie escondidos pelos fundos da casa, com a ajuda do meu “contraventor” pai.

Na primeira noite aquele pequeno Poodle caramelo uivava de medo. Fui acordada pelo meu pai para ficar com ela. Sentei numa cadeira confortável e a acariciei, após alguns minutos ela dormiu comigo ali, aconchegada no meu colo. Neste dia descobri o que é amor incondicional canino.

Incondicional pois como criança eu a sacaneava, gritava quando ela fazia algo errado, a trancava quando mais velha para não entrar em casa à noite. E não importava a traquinagem que eu fizesse ela estava sempre ali, nos procurando, querendo carinho e atenção.

Minha avó, descendente de alemães, rígida, metódica, extremamente exigente se irritou muito com a chegada da Minie. Mas a D. Eulita era a única que não trabalhava, ficava em casa o dia todo, vivia em função de tornar a vida das suas netas a melhor possível. Gastava toda sua aposentadoria e pensão para pagar nossas contas, nossos cursos de inglês, francês, piano e por aí vai.

O inesperado aconteceu e a Minie se tornou a melhor amiga da minha avó, a ponto de dizer às visitas que não gostavam de cachorros que a casa era da Minie, se não gostassem, que não entrassem. Toda guloseima fora do regime comprada para minha avó tinha que ser em dobro, pois a segunda era dada a Minie. Se eu tivesse uma câmera hoje queria poder tirar uma foto da minha dura avó segurando um Chicabom para a Minie lamber.

Meses após a morte da minha avó, aos treze anos, a Minie morreu. Pensei em nunca mais ter um cachorro novamente, mas logicamente mudei de opinião.

Hoje tenho a Rosinha, uma maltês de cinco meses, minha companheira para todos os momentos.Vou passar 24h fora de casa e liguei para um hotelzinho. Fiquei muito surpresa ao saber que para passar essas horas lá, ela teria que fazer uma adaptação, nos primeiros dias a deixaria para acostumar a ficar num local estranho, com a intenção que ela entendesse que não estava sendo abandonada. Achei hilário pois foi exatamente o que fizeram na escolinha da minha sobrinha de dois anos.

Lembrando do livro Amores Líquidos de Baumann escrevo este texto. Os laços humanos são tão frágeis, temos tanto medo do outro, temos tanto pavor de como podem nos ferir que chegamos ao ponto de não nos envolver, ter relações com tempo limitado, distanciamento. Hoje é difícil encontrar alguém que queira um relacionamento menos rápido do que a velocidade da luz.

Mas se essa fosse a natureza efetiva do ser humano, por que humanizamos os cachorros ? Porque hoje os tratamos como nossos filhos ?
Temos necessidades de amar, “é impossível ser feliz sozinho”, mas o medo nos paralisa. Amor dói, decepciona, incondicional entre humanos só o amor dos pais (quando falamos de pais normais) que felizmente é o meu caso.

O amor entre um ser humano e um cachorro é seguro, recebemos mesmo sem dar nada em troca e infelizmente me parece que é isso que tanto encanta nossa perversa sociedade.

De toda forma, sugiro, amem também outros seres humanos, ao menos tentem passar com
o outro mais do que uma noite. Abram seus corações, se não fôssemos como adultos capazes de superar frustrações, choraríamos feito recém nascidos quando sentimos fome.

Tenho fome de amor, tenho necessidade do outro e assumir isso me torna humana, mesmo “démodé” para nossa sociedade pós moderna.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Coleção Woody Allen – Manhattan

Filme de 1979, em preto e branco e com maravilhosa trilha sonora de Gershwin. Mais uma vez Woody Allen mostra relações interpessoais e sendo o terceiro filme do Box, me chamou a atenção como traição é sempre um tema recorrente.

Assim como nos dias de hoje o diretor vem falando de cidades como Paris ou Roma, este é sobre Nova Iorque. Já na década de 70 mostra a sociedade nova iorquina muito próxima das metrópoles de hoje. Laços de amizade muito mais fortes do que os familiares, descompromisso nas relações e até uma certa solidão nesse troca troca de parcerias.

Woody Allen é um escritor, que aos 42 anos desiste de seu programa de comédia na TV para escrever um livro. Tem uma namorada de 17 anos que não ama, um casal de amigos que os considera como irmãos e uma ex mulher lésbica interpretada pela Meryl Streep que escreve um livro abrindo para todos a relação dos dois.

Seu amigo tem um caso com a problemática Mary (Diane Keaton), que Woody Allen passa do amor ao ódio durante a trama. Eles terminam o caso e Mary passa a sair com Isaac (Allen), que termina seu relacionamento frágil com a adolescente.

Por fim, Mary volta para o amigo e Isaac ao se ver sozinho tenta reatar com a adolescente, mas sem sucesso, esta que é uma atriz, decide ir para Londres fazer um curso. Acredito que a passagem mais bonita é quando a adolescente consegue passar alguma “lição” para Isaac quando pede para que ele a espere por seis meses e passe a acreditar nas pessoas.

Filme leve, bonito, mas longe dos meus preferidos deste diretor.