
Exposição sobre Machado de Assis - Museu da Língua Portuguesa
Favorecida pela ausência de público devido ao feriado de Finados (02/11), pude percorrer com calma as salas, ou melhor, os "capítulos" da vida de Machado de Assis. Nada tinha para os padrões convencionais para ser um célebre homem; mulato, pobre e epilético, mas incontestavelmente, um gênio.
Não há dúvidas que é preciso ter lido algumas de suas obras para aproveitar por completo essa homenagem ao primeiro centenário de sua morte. Lamento que obras tão densas, com conteúdo crítico politico, social e econômico sejam impostas aos jovens (em sua maioria) incapazes de mergulhar nesse mundo aberto pelos livros deste autor.
Como disse o próprio Machado: "os adjetivos passam, e os substantivos ficam." É inegável que sua obra é substantiva para a Literatura Portuguesa, quiçá universal.
Despeço-me pretensiosamente citando uma passagem do prólogo "Ao leitor" de Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881. "A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se não te agradar, pago-te um piparote, e adeus."
4 comentários:
Estou com o tempo no pescoço há alguns dias e ainda não consegui passar lá para conferir.
Pretendo muito.
Fica para uma proxima vez.
Gostaria muito de ter ido à exposição.
Efetivamente, como vc mesma disse, não deveria ser imposto a alunos que, não só, mas tb pela pouca idade, não tem o mínimo discernimento para aproveitá-lo e se deliciar com suas obras...
Adorei a última frase dele, muito a sua cara.
Parabéns pelo blog - afinal, poderá compartilhar de seus pensamentos que eu amo e, certamente, é um começo de uma longa trajetória!
Um beijo, Mamá.
Primeiro, obrigada pela participação de todos nessa postagem inicial ! Segundo, corram, pois a exposição termina nas primeiras semanas de dezembro.
O que pretendo mto é ir logo à Bienal. Até !
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