quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Meus vite e seis anos


Hoje é meu aniversário, mas ao invés de ter vontade de celebrar a vida, sinto-me abatida por uma tristeza pouco racional. Sei que envelhecemos diariamente, os anos são construídos por segundos, minutos, horas, dias, semanas; no entanto, só celebramos a cada doze meses nossa existência.

Sinto-me como no Reveillon, uma mera mudança de ano, um dia como qualquer outro. Ao mesmo tempo, paramos para pensar como foi o ano anterior, quais foram as conquistas, os fracassos. O que eu poderia ter feito melhor? Quais motivos de comemoração?

Sempre me cobrei demais. Hoje me lembro de uma frase de um padre que passou pela segunda temporada do Lost (que antes de ser um padre fora participante de facções como o PCC de um País da África). Próximo da morte, ele tem a chance de se confessar ao espírito do seu irmão, também padre (este com uma história ilibada). E ele simplesmente diz, mais ou menos assim: não tenho do que pedir perdão, cometi erros que me perseguem diariamente, mas eu não escolhi minha vida, ela que me escolheu e estou tranqüilo por ter feito o melhor que eu pude frente ao que passei.

Lembrando de filmes, o Duas Vidas, que postei um comentário semanas atrás me tocou porque se eu me encontrasse hoje com meu eu de oito anos de idade, o que eu acharia de mim? Feliz ou infelizmente meu conceito de sucesso e fracasso mudou. Ao mesmo tempo lembro-me do Curioso caso de Benjamin Button, sinto que nasci velha, cheia de manias, medos e regras. À medida que os anos vão passando, minha alma fica mais jovem, vejo a vida de uma maneira mais simples, exijo bastante de mim, mas não a ponto mais de me crucificar.

Esse é um comentário da minha ainda breve vida. Que venha o que tiver que vir, só peço força para agüentar o futuro.

2 comentários:

Tiago Moralles disse...

Não poderia passar sem dar parabéns né?
Beijos.

Anônimo disse...

Linda foto do bolo... Convidativa.
Reflexivo esse seu texto, como a maioria deles... Sinto-me muito à vontade de compartilhar com esse seu sentimento...
Mas, enfim, PARABÉNS! Os desejos são os mesmos...
Beijos, Má.